Francisco e os transgênicos


Desde os anos de 1960, a Amazônia passou a ser vista pelo Estado brasileiro como uma nova fronteira, principalmente no âmbito econômico. O agronegócio e empresas mineralógicas, principalmente, passaram a se instalar aqui, trazendo certo desenvolvimento, e também novos problemas. É na Amazônia que se localiza a Diocese de Castanhal.

Assim, entre avanços e conflitos, a floresta nativa foi sendo reduzida, não gradualmente, pois não havia um planejamento, mas intensamente - a discussão sobre ecologia se acentuaria principalmente no final da década de 1980.

Ecologia passou a ser um tema crescente na agenda internacional. Seja tendo como pauta a preservação da floresta e o desenvolvimento sustentável, a injustiça social que exclui pessoas do "desenvolvimento" de cidades e regiões, ou o crescente uso de transgênicos, vários grupos sociais se envolveram na discussão, perpassando políticas de empresas e Estado.

Com a reconhecida abertura do Papa Francisco para o diálogo com quem estivesse disposto, e a esperança surgida de sua firmeza profética ao denunciar a pobreza e a exclusão social, econômica e etária (jovens e idosos), muitos grupos aceitaram o convite de falar-lhe.

Neste contexto, um grupo de cientistas enviou uma carta acerca da agricultura baseada em transgênicos ao Papa Francisco, chamando a atenção para os riscos de adotar este modelo de cultivo como preponderante.

É uma discussão importante que parece ainda não ter devida atenção, principalmente para nós amazônidas, que vivemos nesta chamada "fronteira".

Quanto ao Papa, há informações de que estaria preparando uma encíclica sobre ecologia, possivelmente com parceria do bispo dom Erwin Kräutler, bispo do Xingu.

Você pode acessar a íntegra da carta aqui

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Paulo Correa


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