Uma conversa para se partilhar


“Jesus não deixou de ser, Ele é” foi uma das últimas frases da irmã Francisca no calorento horário de almoço, durante uma entrevista sobre a vida consagrada.

Frase que resumo o sentimento de quem respondeu “sim” ao chamado do primeiro amor e consagrou sua vida à transfiguração do amor em serviço para o próximo.

Em seus quase 40 anos de vida consagrada, a irmã viveu momentos intensos de graça, provações que lhe serviram para o amadurecimento espiritual, e amou principalmente, o quanto pôde, a cada um que confiou e lhe foi confiado nas pastorais e paróquias por onde passou.

“Não é preciso muita coisa – é só amar, sem se preocupar tanto com estrutura, com seu nível de estudos, com tantas coisas secundárias”. Assim a ir. Francisca resumiu o que entende por vocação.

Quanto ao sentido profético, suscitado pelo Papa Francisco em novembro de 2013, ocasião em que anunciou 2015 como ano da vida consagrada, a irmã falou: “é nadar contra a maré; ir na contramão do mundo e de sua efemeridade, crer no eterno, que felicidade não é apenas prazer pelo prazer, mas envolve abrir mão, crescer, ainda que nem sempre seja fácil”.

Quanta sabedoria! “Tudo pelo mérito de quem me chamou”, explica, e continua “ gosto de lembrar daquela passagem do Evangelho ‘tu és um servo inútil, não podes ser maior que o teu Senhor”. Manter a humildade é fundamental para a ir. Francisca.

Na sua simplicidade, ensina e reacende a esperança de persistir na fé, “não deixar cair a profecia”. Crer sobretudo na graça que transforma e aproxima sempre mais de Deus.

Inspiração para este comunicador, que partilha com você alguns momentos que tanto fazem crescer e renovar o desejo de ir construindo o Reino juntos: justiça, amor e paz para todos.

Paulo Correa, Pastoral da Comunicação


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