Campanha da Fraternidade - uma oportunidade


Estivemos na primeira formação da Campanha da Fraternidade (CF) 2015, na paróquia de Santana. Padre Adriano Sousa, pároco de Santana, conversou conosco sobre os anseios desta campanha e deu algumas dicas de como entendê-la e vivenciá-la. Confira:

Quais são os principais objetivos desta formação aqui na comunidade?

Primeiramente conscientizar o papel de cada cristão na sociedade, em nossa comunidade, como pessoas capazes de se comprometer a transmitir com a vida, nos diversos lugares, aquilo que aprendemos de Nosso Senhor.

A Igreja nos chama a fazermos nosso papel dentro da sociedade, de modo especial os leigos, que estejam cada vez mais comprometidos com a realidade do Reino de Deus, em todos os ambientes da vida.

O Papa Francisco falou mais de uma vez que a missionariedade não é um acessório da vida cristã, mas se constitui como fundamento. Podemos ver o serviço também como um fundamento?

Ele é essencial. O cristão aprende não só a partir dos Evangelhos mas das cartas do Apóstolo Paulo que o serviço faz parte da dinâmica do Reino. Somos chamados a servir.

No lema da campanha da fraternidade deste ano somos chamados especialmente a servir aqueles que de fato esperam a ação de todos nós, de cada batizado. Nas realidades mais difíceis que encontramos e que precisamos como Igreja estar presentes.

Na maioria das vezes o povo pensa em serviço apenas no âmbito eclesial – varrer a Igreja, cantar na missa, fazer uma campanha, entre outras coisas. Como levar ao entendimento do serviço de maneira mais ampla, na sociedade como um todo?

Os caminhos devem vir a partir de uma reflexão do papel dos leigos. A Apostolicam Actuositatem é uma carta importante para pensar isto. Também a Gaudium et Spes nos lembra que a fé cristã se realiza acima de tudo no meio das pessoas, e portanto, da sociedade. Ambas são do Concílio Ecumênico Vaticano II.

Por isso, a Igreja e a comunidade é o lugar onde nós aprendemos, vivenciamos e escutamos, partilhamos a fé. Mas também o mundo é o lugar para onde somos chamados a viver a nossa missão, de modo especial os leigos, que pela vida batismal e no entrosamento com a sociedade devem também fazer com que esta relação de vivência na Igreja seja também uma vivência no mundo ajudando-o a construir cada vez mais uma realidade não de ideais, mas de justiça, de paz, de fraternidade, para que assim se construa uma realidade pautada da fé e em todos os dons que esta nos oferece.

Paulo Correa


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