Caritas Diocesana - uma entrevista


O Cenóbio da Transfiguração reuniu no primeiro final de semana de março diversas pastorais e movimentos. A seguir, você acompanha uma entrevista com o diácono Eleonor, responsável pela Caritas. O diácono foi bastante franco falando sobre projetos e desafios. Uma oportunidade de conhecer e quem sabe despertar para o serviço, para você, leitor.

Diácono, em primeiro lugar queria que você se apresentasse, e falasse sobre os projetos da Caritas diocesana.

Em primeiro lugar bom dia, eu sou o Diácono Eleonor, atualmente assumindo a coordenação Diocesana da Caritas em Castanhal. O projeto que nós temos de ação se estende de 2014 à 2019, levando em conta a 3ª Assembleia Diocesana de Pastoral que tivemos no ano passado.

Nosso plano de ação assumiu a campanha que foi lançada pela Caritas internacional com apoio do Papa Francisco, que é combater toda forma de miséria e exclusão, sobretudo de combate à fome. Essa campanha tem o título de “Uma família humana: Pão e Justiça para todas as pessoas”. O pão tem que chegar para todos, então nós estamos planejando desde 2014, e agora estamos revendo esse plano, avaliando, para que nós possamos dar sequência a esse projeto.

Outra coisa que é fundamental, proposta pela 3ª Assembleia Diocesana pastoral, é implantar as caritas em todas as paróquias de nossa Diocese.

Estamos tirando como meta, nesses cinco anos, realizar essa proposta, de implantar a Caritas nas paróquias, já começamos com uma agenda mínima nesse semestre. Já temos a caritas na paróquia de Marapanim, estamos discutindo com um pequeno grupo aqui, vamos à em Curuçá com uma equipe de Diáconos, conversar com o padre, para orientarmos a implantação da caritas paroquial lá. Iremos ainda à salinas nesse primeiro semestre fazer o mesmo, para que a caritas possa se organizar de forma inteligente, lá a pedido também dos padres que estão nos provocando, e assim por diante, tentar chegar nesse ano de 2015, pelo menos em 10 paroquias.

“Quem” é/são a Caritas?

É um pequeno grupo que se reúne, que articula os diversos serviços de caridade. Não é que ninguém faça caridade; agente sabe que muita gente faz: doa sua vida, doa o que tem, em favor dos outros. Mas nós queremos chamar atenção para um serviço mais organizado, para um serviço mais articulado e inteligente de caridade, saindo daquela forma primeira de caridade, que é o assistencialismo, que muitos já fazem, não deixando de fazer, mas não se esgotando nisso.

Outro passo importante e desafiador que é a questão da formação, da sensibilização para a prática da caridade, e também tentar organizar o povo para que eles possam caminhar com as próprias pernas, se libertar de um processo, muitas vezes de vício, voltado para o pedido, para o assistencialismo, que nosso povo foi acostumando, não só por nós, mas pela sociedade de um modo geral.

Nós queremos dar os passos da caridade do assistencialismo para formação, para educação e para sensibilização, e também organizar o povo em associações, orientar gerações de rendas, como o povo conseguir uma independência financeira, através da nossa orientação da nossa articulação.

Expectativas...

Eu acredito que se nós conseguirmos dar esses passos, e isso vai ser nossa luta nesses próximos cinco anos. Nós vamos estar fazendo um grande serviço para a comunidade.

Uma outra coisa que gostaríamos de dizer é que a caritas diocesana é um pequeno grupo, ela não vai dar conta disso sozinha, ela precisa articular as pessoas que já estão lá nas paróquias, e agente fazer um acompanhamento dessa experiências, que a caritas possa florescer em cada paróquia, e assim, a nossa Diocese vai está dando passos no sentido da caridade, que ainda são muito pequenos em nossa Igreja. Nós somos ainda muito ruins nesse aspecto da caridade, e é o que no final das contas nós vamos ter que prestar contas: aquilo que agente fez, Matheus 25 é muito claro sobre isso.


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