Vigia celebra 400 anos de evangelização


Missa com barco reprersentando as caravelas e jovens vestidos de índios deram mais sentido e vida e contextualização a história alí celebrada

A celebração da Missa de aniversário dos 400 anos de Vigia, contou com a participação de quase todas as paróquias da Diocese, de seus paroquianos e de autoridades locais, além de procissões com símbolos que reportavam a história da chegada dos portugueses no local onde hoje é vigia. A missa começou por volta das 18 horas e teve quase duas horas de duração devido as procissões e encenação da história da cidade.

A missa dos 400 anos de vigia foi rica em detalhes, símbolos e músicas bem executadas que a deixou ainda mais linda e bem celebrada. As caravanas começaram muito cedo a chegar, com algumas pessoas tomando seus lugares para a missa, outras se dirigiram imediatamente para o cais, onde ansiosos aguardavam a embarcação que trazia uma tripulação composta de padres que representavam a chegada dos portugueses a justamente 400 anos atrás, além de claro, apreciar a bela paisagem na orla de Vigia.

Depois da chegada do barco com aplausos, fogos e uma salva de vivas motivada pelo professor Mário Tito, a tripulação deixou o barco e seguiu pelas estreitas ruas da cidade com uma procissão que narrava em seus símbolos a chegada do Evangelho nas terras da Amazônia, especialmente Vigia. A procissão se distribuía assim, na frente padre José Carlos levava a cruz, rodeado de índios (representado por jovens) que com suas lanças apontadas para ele permitiam um avanço lento em direção à matriz. Logo atrás um policial conduzia uma espada para representar que junto com Evangelho e os portugueses também veio sofrimentos, principalmente para os nativos que até então viviam ali. O restante do cortejo se deu com o evangeliário, jovens representando os jesuítas e o bispo Dom Carlos Verzeletti com um cocar ao invés de sua mitra.

Na igreja matriz os esperava um palanque em forma de barco, com altar que no seu centro trazia o símbolo eucarístico que está sobre a porta central da matriz, a imagem de Nossa Senhora das Neves ficou em uma abertura feita no ambão de leituras. Quem olhava de fronte tinha a nítida impressão de ver todos dentro de um barco.

O ofertório, antes da entrada das espécies, veio uma procissão com as obras dos artistas da cidade, quadros, maquetes e esculturas entraram solenemente até o altar, além de uma rede de pesca com peixes representando as 84 comunidades da paróquia, também, um grande barco de pesca que entrou e ficou em frente ao altar durante toda celebração.

A missa foi bem participada, embora uma forte chuva caiu rápido e inesperadamente sobre todos que estavam na praça fazendo muita gente sair correndo, ficando ali apenas alguns padres e uma grande parcela das pessoas que estavam na praça, o bispo e até o prefeito encararam e levaram chuva, o que motivou a grande parte a permanecer ali com as cadeiras na cabeça como se fosse um guarda-chuva.

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