A Caminhada da Juventude celebra seu 10º ano com a maturidade da evangelização


Você deve se perguntar o porquê de só agora uma notícia sobre a X Caminhada da Juventude, realizada entre os dias 20 e 24 deste mês de julho. Os motivos são muitos, mas todos para o engrandecimento deste evento.

Primeiramente não será meramente um texto noticioso, porém uma partilha do que se viveu da Caminhada.

A experiência que completou 10 anos, sempre teve, e tem, em sua realização a confraternização de jovens que passam um grande período se preparando para conseguir estar e fazer parte da programação. Por isso, a Caminhada é como que uma comemoração, um momento de graças, celebrado e festejado por todos.

Depois, nesses dez anos os jovens já fizeram muita festa, mas, também, passaram por muitas experiências, boas e ruins.

Enfrentam ainda hoje dificuldades, muitas vezes com seus pais ou responsáveis, líderes e até mesmo com seus párocos, dada pelas tantas razões financeiras, pois devido os deslocamentos, há custos altos para o acesso, e para a própria realização. Até mesmo resistência dos que podem, mas muitas vezes não ajudam.

A primeira Caminhada marcou muito, tanto positiva como negativamente. Para os que foram, e lá ficaram testemunhando as dificuldades e as graças, como para os que desistiriam e voltaram, e só sabem contar das dificuldades, por isso nunca mais quiseram novamente participar, muito pouco são os que se deram uma segunda chance, e viram o quanto faz crescer na fé a Caminhada.

Eu mesmo passei a conhecer, por motivo de trabalho, a partir da 4ª Caminhada, na qual acabei participando quase que de dentro de um carro, depois mantive um propósito de sempre caminhar e assim, até hoje.

Nesta décima, foi um momento de contar (reviver) histórias, das coisas já vividas. Do meu lado mesmo, muitos testemunharam suas experiências, mas a que mais marcou foi a do Ricardo, que, caminhando ali comigo, disse que antes de sua primeira Caminhada nem acreditava na Igreja, nem em Deus, e estava lá caminhando (também na 4ª caminhada) por insistência de amigos e de seu irmão.

Pois bem, ele falou que o seu ingresso na Igreja e na vida da comunidade foi através da daquela Caminhada.

Na jornada, que esse ano deu-se da entrada da rodovia de Colares até Vigia, cerca de 25 km, jovens rezaram, cantaram, vibraram e até pularam atrás do trio (tanta energia que fiquei espantado, rsrs.).

A caminhada que começou na quarta às 21 horas, só ‘chegou’ quando foi celebrada uma missa na entrada da cidade de Vigia, às 6 da manhã da quinta.

A missa contou com jovens fisicamente nada dispostos, onde foi fácil perceber que aquela missa é realmente celebrada com a alma dos jovens, e do bispo Dom Carlos que sabe exatamente o quão preciosa é aquela participação.

Foi louvável toda organização, especialmete a distribuição da Juventude nas residências de Vigia, pois, pela primeira vez, a juventude da Caminhada agiu de forma Missionária, a modelo de uma JMJ, já desde suas acolhidas. Diferente de outras vezes, eles sabiam que suas missões começavam já da hospedagem.

Houve antes uma certa resistência quanto a mudança da Caminhada, da sua retirada de Salinas, especialmente pelos jovens, mas há agora um louvor e agradecimento, tanto pelo padre que organizou, Padre Daniel Pacífico, como pelos padres que acolheram, Padre José Carlos, Padre José Charles e Padre Roberto Mesquita. E, pasmem, também pelos jovens.

Foi bonito ver jovens chorando para a despedida. Também a cena da senhora que lagrimava ao ver os dois jovens partir de sua humilde residência.

É comunhão, é vivência do Evangelho que começou já na cidade de Salinópolis no ano passado e que agora se estende pelos grupos de jovens, que sabem o quanto se faz necessário evangelizar, ir ao encontro do outro, ser Igreja com o outro, especialmente com o testemunho da presença.


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