Romaria 2016. Salve Rainha, Mãe de misericórdia.


Foi de uma das orações populares mais conhecidas entre o povo católico que surgiu o lema da XVIII Romaria da Diocese de Castanhal que este ano alcançou a maioridade.

Milhares de pessoas foram se aglomerando cedo nas imediações da Catedral para a missa, enquanto muitos fiéis se dirigiam à igreja de São José para dali realizarem o primeiro e tradicional trecho da procissão.

Por volta das oito da manhã o comentarista anunciava para a multidão o início da missa da Romaria que teve uma presença especial no altar – o cardeal dom Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo, que presidiu a missa ao lado do bispo e de padres da Diocese.

Sob o sol que ia ficando mais intenso o povo foi se ajeitando como podia, sem arredar o pé da frente da Catedral Santa Maria Mãe de Deus.

Na homilia, o cardeal enfatizou a figura de Maria como exemplo da bondade divina para com seu povo.

Ainda não havia chegado às dez da manhã quando a procissão, após a eucaristia, iniciou o trecho principal da caminhada pela avenida Barão do Rio Branco, em direção ao Santuário de Nossa Senhora, no Distrito de Apeú.

Naquele mar de gente, diferentes objetivos: promesseiros, voluntários, equipes de saúde e segurança, todos como um grande mosaico representando a fé do povo castanhalense e de toda a Diocese de Castanhal.

Não faltaram homenagens à Nossa Senhora durante o trajeto – fogos, enfeites, cantos, orações e é claro, muita emoção.

A Romaria, ao atingir sua maioridade, demonstrava a jovialidade da fé católica na Amazônia – uma semana após o Círio de Nazaré em Belém, muitos se colocaram novamente em procissão em honra a Nossa Senhora: uma fé bonita que não tem idade para se expressar.

Na Maria fumaça seguiam Dom Carlos, Dom Odilo e a imagem de Nossa Senhora, envolta em um manto que retratava uma parte do mosaico da Catedral – uma representação da igreja mãe da Diocese ao redor de Nossa Senhora, envolta naquela que envolveu Jesus primeiro em seus braços – igreja envolvendo a Mãe, a Mãe envolvendo o filho e o filho envolvendo e fazendo do povo também filho de Deus e de Maria: “Eis a tua mãe”.

Ao chegar ao histórico Distrito de Apeú as ruas ficaram estreitas – a procissão ficou mais compacta, a união ficou mais intensa – já se aproximava o grande momento no Santuário. Da escadaria dele foi erguida a pequena imagem – todos se uniram em uma só voz pedindo a benção de Nossa Senhora, a ‘benção’ da mãezinha que em sua pequenez foi eleita Rainha por Deus – Rainha e Mãe de Misericórdia.


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