REPAM


A rede eclesial panamazônica vem realizando desde o ano passado uma série de encontros com objetivo de fomentar o diálogo entre as dioceses, movimentos, pastorais e a sociedade organizada.

é neste contexto que aconteceu o seminário Laudato Si em Castanhal, reunindo representantes das regiões de Abaetetuba, Ponta de Pedras, Cametá, Bragança, Castanhal e Marajó, além da Arquidiocese de Belém

a abertura na sexta teve falas voltadas para apresentação da repam e da encíclica laudato si, abrindo os diálogos e atraindo a sociedade castanhalense, já que o evento foi no auditório da catedral. Apresentações de dança e música animaram o evento, que teve ainda a fala de dom Cláudio Hummes, presidente da comissão episcopal para a Amazônia, que enviou um vídeo saudando os participantes do seminário.

No sábado pela manhã, já no cenóbio da transfiguração, o evento iniciou com celebração e com a construção da análise de conjuntura, num processo de debates rico sobre a realidade regional. Com falas introdutórias para balizar o debate de temas como soberania alimentar, ecologia humana e violência, o seminário teve ainda no turno da manhã as plenárias, que foram complementadas à tarde com os trabalhos de grupo.

O seminário tem uma metodologia própria, onde vão se expressando os desafios e os passos dados no caminho de cuidado com nossa casa comum. Ao ver – julgar e agir, metodologia já bem conhecida, é acrescentada a dimensão do celebrar, que apareceu nas missas e também na noite cultural do seminário, no sábado à noite.

A diversidade foi uma das marcas do encontro – líderes de pastoral, religiosas e religiosos, defensores públicos, padres e bispos, lideranças de movimentos e organizações, representantes de povos indígenas e quilombolas, todos em torno da luta pelo direito à vida digna, numa região de abundante riqueza e ao mesmo tempo tão cheia de sensibilidade e exploração.

No domingo foram realizadas as discussões sobre as estratégias a serem tomadas pela rede de participantes. Também foi elaborada a carta do encontro. o seminário, momento de um processo mais amplo em que a Igreja na Amazônia se abre de forma mais intensa ao diálogo com a realidade da região, deixou frutos e principalmente fortaleceu os laços entre dioceses, movimentos e pastorais, no compromisso de defender a vida e a dignidade das pessoas e da natureza, enfim, dos irmãos que dividimos esta casa comum.


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