Congresso das Pequenas Comunidades em detalhes


Não somos um público mas um Povo, o Povo de Deus (Pe Napoleão Iubel)

A Igreja canta:”arde o nosso coração quando Ele fala, explica as Escrituras e parte o pão...” e arde, na Igreja de Castanhal, a vocação missionária da Pequena Comunidade, sob o calor forte do sol do Equador, no coração da Amazônia Brasileira.

Milhares de Pequenas Comunidades, representadas pelos seus animadores , participaram no domingo, 05 de novembro, em Castanhal, do seu 1º Congresso, com o tema : “As Pequenas Comunidades, Animadas pela Palavra celebram sua Caminhada”.

Desde cedo, na área externa Catedral Santa Maria Mãe de Deus, um café da manhã já era servido para aqueles que chegavam de longe, tinham madrugado, vindos de lugares que distam mais de 100km da sede diocesana, mas que impulsionados pela caminhada, logo se dirigiam para o local do evento no Rancho do Lago, um lugar de acolhimento inspirado, que ia se completando com a chegada dos animadores, que também eram acolhidos pelos cantores num grande palco, palco da alegria, da animação.

No centro do parque havia uma árvore e lá eram afixados desenhos, recortes, artesanatos, simbolizando tudo que na Pequena Comunidade é produzido e dela sobrevive e, assim, a árvore ia se tornando um retrato vivo das diversas realidades nas Paróquias.

Já todos acomodados, iniciava-se um momento de divina graça na Oração da manhã , dirigida por Monsenhor Gabriel e , eram entronizados os ícones dos Padroeiros das Foranias da Diocese, já que nesse domingo se celebrava a Festa de Todos os Santos e Santas de Deus .Em seguida Pe. Napoleão Iubel, Paróquia Santa Cruz, Castanhal, fêz uma abordagem do Doc.100 da CNBB, Paróquia - Comunidades de Comunidades: Conversão Pastoral da Paróquia que começa com todos nós, protagonistas dessa conversão.

Na Santa Missa, D. Carlos nos sintoniza num desejo: quer ver as Pequenas Comunidades crescerem e diz que é a Palavra de Deus que reúne e anima a Pequena Comunidade. Num ambiente de fé é lá que os irmãos se encontram, falam das suas necessidades, dos problemas, repartem o que são e o que têm, se conhecem, também pelo nome, como era o jeito de Jesus.

Os animadores, já alimentados pelo Pão da Eucaristia vivenciavam a partilha de um fraternal almoço, trazido e feito por eles que, sobre lonas estendidas no chão daquele parque ,formava uma mesa, a mesa da solidariedade, da fraternidade cristã, onde os cristãos colocavam tudo em comum e repartiam com alegria. Sentia-se a presença viva de um Povo que se prepara e se fortalece para enfrentar os desafios da vida nas comunidades. Uma postura de gente que acredita que é possível, que é necessário, concretizar os sonhos, cuidando um do outro .

Depois, foi a vez dos testemunhos: de gente simples que mudou o rumo, o itinerário da vida. Uma ajuda que veio do jovem, do adulto, da mulher ou do esposo, e se percebe que renasce na Pequena Comunidade o sentido da Família , o Ser Berço da iniciação da vida cristã ou em muitos casos, da reinserção à vida cristã.

Manifestações culturais como folia, paródia, canção popular , também, marcaram presença no encontro que culminou com o envio missionário do nosso Bispo. Ele, emocionado, agradeceu com estas palavras: ...”foi um domingo de graça... de partilha da comunhão, do almoço, dos testemunhos. Temos a graça de encontrarmos Jesus e eu tenho o coração cheio de alegria nesta tarde e digo muito Obrigado Senhor por tudo...” . Encerrando, os Animadores receberam uma semente, significando que a Pequena Comunidade é como essa semente, que deve rá ser regada, que germinará, enraizará, crescerá, tornar-se-á frutuosa, dará frutos e se multiplicará.

É uma incumbência a todos nós, sermos ANIMADORES NAS PEQUENAS COMUNIDADES. Vania Sagresti/PASCOM DIOCESANA

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