De Brescia para a floresta amazônica


no Brasil com a Academia

de Belas Artes Santa Giulia

para um projeto

de “Service learning”

A Academia de Belas Arte Santa Giulia registra uma outra importante iniciativa. A estudante de 24 anos Giulia Gafforelli de Palazzolo, próxima de colar grau na especialidade de gráfica e comunicação, foi a primeira italiana a participar a um projeto de cooperação internacional “Service learning”. Uma modalidade “circular de estudo, ensino e aprendizado” ela esteve voluntariamente, de 16 a 29 de agosto, nas salas da Escola de Arte São Lucas, na Amazônia brasileira, precisamente na cidade de Castanhal.

ESCOLA. Desde 2004 a Diocese é dirigida pelo bispo bresciano (naturalizado brasileiro) Dom Carlos Verzeletti. Foi o próprio bispo que fundou o instituto e pediu, em vista do início dos estudos iniciado em agosto passado, a colaboração da realidade de via Nicolò Tommaseo. O pedido dirigido ao diretor Ricardo Romagnoli encontrou uma resposta imediata da parte do grupo Foppa. A ativação desta ponte comunicativa e de solidariedade viu o empenho no campo, na ação, além de Giulia, e também do docente da academia Gianni Nicolì: “Foi uma experiência belíssima – sublinhou o professor – absolutamente entusiasmado. Encontramos uma grande disponibilidade com pessoas sérias e com vontade de fazer, sem esquecer o suporte do bispo da Diocese”. Ali, O bispo Dom Carlos “construiu a mais bela catedral da América Latina onde abriga o belíssimo mosaico do Padre Marko Ivan Rupnik”. Ao contrário do que se possa pensar, a Escola é ultra moderna – explica Nicolì – extremamente ampla e racional”. Na estrutura estão de fato presente, 32 salas de aula climatizadas, dois escritórios, 5 laboratórios, 3 salas, 2 bibliotecas e uma área policultural.

PROFESSORES. Nicolì todas as manhãs realizou formação para os docentes, quase todos artistas, mas sem alguma experiência para ensinar, porém, “com grande seriedade e disponibilidade”, e de pessoal administrativo, da secretária e de segurança. Giulia por sua vez participou na formação de atividade didática diretamente com os estudantes de artes visuais da disciplina de desenho. “A paixão dos estudantes a quem ensinei, ficou impressa e permanecerá para sempre na minha memória – nos contou Giulia – São pessoas humildes, afetuosas e com mentalidade aberta”. A escola é mantida com fundos provenientes de várias instituições caritativas da Igreja local e de providenciais doações, se configura como um centro de múltiplas possibilidades, aproveitamento e crescimento. “A intenção do bispo Verzeletti – continua Nicolì – é de organizar paralelamente outros cursos, como estágio de cozinha e outras atividades ligadas a área de recepção turística.

A realidade requer da Diocese o trabalho num contexto nada fácil, caracterizado com episódios de violência, homicídios e uso de drogas. A escola é então uma saída para esses fenômenos, uma brecha que segue o traçado “da educação informal, não só escolar”, o que quer papa Francisco com a fundação das Scholas Occurrents, a escola do encontro onde a palavra de ordem é “não a exclusão, sim a inclusão”. A ponte lançada entre as duas realidades é destinada a durar muito. Em janeiro, cinco professores da Escola São Lucas se hospedarão na paróquia do Villaggio Violino que tem como pároco o padre Raffaele Donneschi, que já foi missionário também no Brasil. Na ocasião, os professores participarão de cursos de aperfeiçoamento na academia e escola média Foppa. Na espera de nos revermos, “o contato continua – acrescentou Nicolì – estabeleceremos conexão online para a formação a distância: uma troca recíproca”.

Publicado no jornal impresso La voce del popolo em 28 de setembro de 2017

Tradução livre para o Português: Erasmo de Abreu


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