CONSELHO DIOCESANO DE PASTORAL


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Ano quase terminando e hoje pensamos em uma matéria especial para você, te dizer algo que a Igreja de Castanhal planejou para as nossas paróquias e comunidades na segunda metade de novembro deste ano. Leia tudo, e depois nos diga o que você também pensa para a igreja de Deus.

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A Igreja de Cristo é unidade na diversidade, é a comunhão dos diferentes na graça do Espírito Santo, que congrega todos em um único corpo, em um único povo. A palavra “igreja”, do latim “ecclesia” significa “assembleia”, revelando assim o caráter sinodal, participativo da Igreja de Cristo. “Igreja e sínodo são sinônimos, pois a Igreja não é outra coisa que o caminhar juntos” (Papa Francisco). Portanto, a comunhão na Igreja gera a participação e a participação leva à comunhão. Comunhão e participação são características fundamentais da Igreja de Jesus.

Um dos momentos que expressam de maneira mais bela e fiel estas características, nas igrejas locais, é o Conselho Diocesano de Pastoral (CDP). Nele, bispo, padres, religiosos, religiosas, leigos e leigas, juntos expressam a viva identidade da Igreja como Povo de Deus. No CDP a participação é chave para a autêntica comunhão; todos, com voz e vez, juntos refletindo e decidindo, avaliando e planejando, “um escutando o outro e todos escutando o Espírito Santo” (Papa Francisco).

Em nossa Diocese de Castanhal, costumamos reunir duas vezes ao ano o CDP: uma no final para preparar o ano que segue e outra no meio para avaliar como estão a caminhada e as propostas assumidas para aquele ano. Para o CDP são convocados: o bispo, que o preside; todos os padres; diáconos; representantes das comunidades religiosas; lideranças diocesanas de movimentos e pastorais; além de um determinado número de leigos por paróquia, garantindo, assim, a participação das diversas realidades presentes na Diocese.

Nos dias 16, 17 e 18 de novembro passado, o CDP se reuniu no Cenóbio da Transfiguração com dois objetivos pré-determinados: estudar o Documento da CNBB 107, Iniciação à Vida Cristã: Itinerário para Formar Discípulos Missionários; e planejar as ações pastorais da Diocese para o novo ano que bate à porta.

O Conselho iniciou seus trabalhos na noite do dia 16 com um rico momento de oração inicial. O dia 17 foi inteiramente dedicado ao estudo do Documento 107, que teve seus quatro capítulos explanados pela Equipe Diocesana de Iniciação à Vida Cristã, buscando levar aos presentes uma noção geral da renovação pastoral proposta pela Igreja neste âmbito.

No sábado 18 o Conselho dedicou seus esforços ao planejamento do ano iniciante, realizando também uma breve avaliação do ano pastoral percorrido em 2017. Com uma pontual reflexão, Pe. Napoleão Iubel introduziu a questão dos cristãos leigos, em comunhão com a Igreja do Brasil que iniciou nesta festa de Cristo Rei o Ano Nacional do Laicato. Após a sua reflexão, os membros do Conselho foram divididos em grupos para melhor discutir propostas de ação pastoral para 2018. Em seguida, os relatores de cada grupo apresentaram as conclusões das conversas e nosso bispo, Dom Carlos, culminou o CDP.

As reflexões do Conselho Diocesano de Pastoral de novembro, seus apontamentos e provocações, juntamente com a posterior contribuição do Conselho Presbiteral (Conselho dos Padres), presentearam a diocese com o seu novo tema pastoral: “Leigos e leigas, pela vivência do Batismo, cristãos testemunhas, sal da terra e luz do mundo”. Este tema guiará todas as ações e vida pastoral de nossa Igreja particular no ano que se inicia.

A família; a missão dos leigos; a juventude; a espiritualidade; a vivência do Batismo, são alguns dos eixos que perpassam nossa ação pastoral em 2018. Porém, assim como o CDP, essas propostas pastorais não podem ser realizadas por uma só pessoa, mas somente participação de todo o povo de Deus. É preciso caminhar juntos para fazer que as propostas passem de letras mortas à vida em nossa Diocese. Acolhamos, portanto, de coração sincero, o que nos diz o Papa Francisco: “Caminhar juntos – leigos e pastores – é um conceito fácil de ser expresso em palavras, mas não tão fácil de ser colocado em prática”. Portanto, neste ano que se inicia, “experimentemos de modo mais intenso a necessidade de caminhar juntos” (Papa Francisco).


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