Carta Pastoral e Campanha da Fraternidade são temas de estudos no Encontro dos Diáconos


Estudo, aprofundamento e atualização: três elementos que se fizeram presentes neste último final de semana, quando, na oportunidade no Cenóbio, estiveram reunidos na formação permanente, os Diáconos da Igreja de Castanhal.

O Diácono, que na origem da palavra significa servo, ministro, se molda à realidade onde serve, realidade, muitas vezes, das Pequenas Comunidades Eclesiais de Base, nas periferias e zona rural. Além de servir à Palavra, torna-se o orientador, o educador, o pai de tantas famílias, aquele que no domingo é fiel presença nas Capelas, ou melhor, sinal da presença de Jesus Servo na comunidade.

Sem dúvida, um dos frutos da fundação da Diocese de Castanhal que agora celebra 13 anos de sua existência, foi o surgimento da Escola Diaconal Santo Estevão, obtida pelo firme trabalho do seu Bispo Dom Carlos Verzeletti. A Escola em 2009, direcionada pelo Pe. Mário Antonelli, conseguia formar sua primeira turma de Diáconos e uma segunda, já na direção do nosso querido Pe. Davide D’Alessio, no final do ano passado.

Sempre em constante formação, os Diáconos de todas as Paróquias, reunidos no último sábado, trataram do tema em pauta: a Campanha da Fraternidade: “Fraternidade e Superação da Violência”. A apresentação foi feita pela CJP – Comissão de Justiça e Paz que, aliás, tem sido a entidade sob cuja a responsabilidade ocorreu o assessoramento dos encontros em toda Diocese. Seguindo a metodologia do VER, JULGAR E AGIR, o Prof. Paulo Correa, geografo e pesquisador, sob a ótica do VER, além de apresentar os objetivos da Campanha, deu, também, a estatística da violência na atual conjuntura social e política do Brasil. Ele levantou questões históricas, proporcionando reflexões que, não distantes mas muito próximas dos olhares presentes, fizeram repensar como está se vendo tudo isso.

No JULGAR, o Professor Victor Paiva, historiador, iniciou sua fala com a leitura dos Atos dos Apóstolos (At 6, 1s): passagem que faz conhecer a instituição do diaconato; um olhar às origens: ”servir às mesas”, essência dos ministérios que os Diáconos desempenham na Igreja. O Professor levantou pressupostos contextuais, dizendo que o Povo continua passando fome, não só de pão e da Palavra, mas de justiça e de fraternidade. A Quaresma é tempo forte que pode ajuda a entrar num clima de viver este convite da Igreja à Fraternidade.

Irmão Leonardo, Pedagogo e Catequista, tratou do AGIR numa perspectiva atual, também embasado na Exortação Apostólica do Papa Francisco, que alerta para irmos ao encontro do irmão sofredor e fazer uma evangelização do anúncio a partir do coração do Evangelho, onde nos deparamos com mais proximidade do sofrer dos irmãos. A Campanha da Fraternidade é uma grande motivação para viver esses tempos difíceis e num estudo em grupos perguntou: O que podemos fazer hoje para superar a violência?

Dom Carlos, no domingo, apresentou a Carta Pastoral 2018: LEIGOS e LEIGAS, pela VIVÊNCIA do BATISMO, CRISTÃOS TESTEMUNHAS, SAL da TERRA e LUZ do MUNDO. Ele disse que, a princípio, não adianta leigos e leigas atuarem nos diversos movimentos e grupos se não tiverem a consciência do seu Batismo e da sua importância; o que leva muitos a não perseverarem na Fé e na Igreja. O Bispo frisou um dos trechos da Carta: “Voltamos ao Batismo, fonte da vida cristã, na certeza que sua vivência cotidiana gera leigos e leigas que, com sua presença e ação, fazem diferença na Igreja e nos diversos areópagos do mundo” . É um documento que chegará a todas as Paróquias, um convite a estudar a Carta e conhecê-la, para a unidade nas ações das pastorais na Diocese.

O encontro teve a coordenação do Pe. Ruzevel Ferreira e do Diácono Ney, que, juntamente com Dom Carlos, acompanham a Escola Diaconal.


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