Macapazinho homenageia a Virgem de Nazaré


Macapazinho, agrovila castanhalense, está localizada às margens do Rio Apéu, rio esse, que na língua Tupi significa: “ caminho das águas de ouro”, devido às flores, de tonalidades e cores amarelas, das exuberantes árvores, que compõem o ecossistema da região.

Nessa vista natural, que encanta os que residem e os que por lá transitam, a Fé cristã direciona a vida orante de tantos irmãos que , tradicionalmente, no mês agosto, precisamente no primeiro domingo, celebram o Círio de Nossa Senhora de Nazaré.

Tudo começa bem cedo, depois de longa preparação e organização do ambiente, por famílias tradicionais da comunidade Boa Vista. A Santa Missa, este ano, é celebrada por Pe. Elias Favacho, MPS, e a troca do manto , oferta e confecção da Profª Graça Wanzeler(Belém), é feita na frente da Capela da comunidade, dedicada à Nossa Senhora do Livramento . É dali que, de fato, se iniciou a tradicional procissão fluvial: tudo graças à promessa feita pelo senhor Emílio do Rosário que, acometido de doença grave, recebeu da Virgem a cura desse mal e prometeu que faria essa procissão fluvial, evento que tem passado de pai para filhos, e que, hoje, já soma a sua 92ª edição. No porto de Boa Vista, as embarcações, que vão conduzir e acompanhar a Berlinda com a imagem da Virgem de Nazaré, se posicionam e, sob os aplausos e show pirotécnico, partem pelas águas do Apeu, num percurso aproximado de 08 km, indo aportar em Macapazinho. No trapiche da Agrovila, em meio a grande alegria e emoção do povo Castanhalense e dos romeiros vindos de Belém, estes últimos já antecipando as peregrinações em louvor à Padroeira da Amazônia, a Santa é saudada, e recebida pelo Padre Adriano Nogueira, Paróquia Cristo Rei, que conduz a imagem, acompanhada por numerosos fiéis que, festivamente, rezam, cantam, subindo as escadarias, que vão até a Igreja de Nazaré, caminhando com Ela sobre tapetes coloridos, rendendo graças à Virgem . Este ano o tema do Círio é: “Com Maria, Mãe da Igreja que se aproxima e ilumina”, e estas comunidades com seus animadores, grupos, e movimentos, buscam ser luzes na caminhada da Igreja de Castanhal.

Vânia Sagresti/Pascom Diocese de Castanhal


33 visualizações