A SOLIDARIEDADE CONTINUA


A Igreja continua aberta, porque Igreja é sinônimo de acolhida, embora neste momento todas as suas ações precisem de mais cuidado e atenção para não prejudicar a saúde de ninguém. A Igreja continua aberta sem a presença dos fiéis nas celebrações, por outro lado, tem encontrado nestes o maior apoio para fazer o bem a quem é mais necessitado, a quem precisa muito de ajuda e, assim, todos fazem missão junto com a Igreja.


Quando por necessidade foram fechadas as capelas, paróquias e a catedral, de uma certa forma o coração do povo foi se abrindo para rezar de um modo diferente, ajudando, se fazendo solidário e acompanhando virtualmente a vida da Igreja. A presença virtual do povo mostra uma Igreja concreta que se solidariza com os mais necessitados.


Dom Carlos com seus párocos, amigos e leigos, promoveram um fundo de solidariedade para arrecadar valores a serem investidos na compra de tecidos e elásticos para a confecção de máscaras. Porém os materiais para a confecção na atual situação não custam pouco. Mesmo assim, tem dado certo graças a colaboração voluntária de pessoas que se dispuseram a ajudar costurando máscaras que serão distribuídas nas comunidades mais carentes.


O Fundo Diocesano de Solidariedade já arrecadou R$ 31.900,00, destinados para a compra de tecidos, o que resulta em 20 mil máscaras produzidas que já estão sendo entregues à população. Isso sem contar o que já foi distribuído de forma independente pelas paróquias da Diocese.


Contemporâneo à criação do Fundo Diocesano, foi a mobilização da Diocese junto às paróquias para a recolhida e distribuição de alimentos. Esta mobilização já arrecadou cerca de 35 toneladas de gêneros alimentícios, permitindo a distribuição de 2.960 cestas básicas às famílias carentes nas paróquias de toda a diocese.


Os números acima parecem grandes, mas tudo isso se dá no imenso território da diocese, onde somos muito mais de 700 mil pessoas e o percentual de necessitados tem aumentado muito. As cestas, por exemplo, são recolhidas em cada paróquia e distribuídas ali mesmo na sua jurisdição, para que se possa mesmo com pouco, atender as periferias que habitam o nosso povo mais carente. Nesse processo, houve o cuidado de não deixar nada acumulado, visto que quem tem necessidade tem pressa e que não acaba numa única cesta básica, fato este que motiva uma segunda saída das paróquias para arrecadar mais alimentos nos próximos dias 16 e 17 de maio.

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