Pela Paz

11/11/2014

Um dia após os grupos de terço dos homens terem se reunido na Praça do Cristo para rezar pela paz no mundo (9), o Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgou os dados preliminares acerca da violência no Brasil, em específico no que diz respeito a policiais, no ano de 2013. Os números assustam: 2212 pessoas mortas por policiais em serviço só no último ano. Se os dados contemplam os últimos 5 anos, a soma chega a 11.197 pessoas, número que não encontra comparação num país que não vive em situação declarada de guerra.

 

Os policiais também sofrem com a violência: 490 mortes, 43 a mais do que 2012. A média fica em 6,11 civis mortos por dia, enquanto para policiais o número é de 1,34.

 

Os dados serão divulgados na íntegra só na terça, 11, esmiuçando a violência diária que toma conta de um país conhecido mais pelo acolhimento e simpatia do que por esta faceta, que emerge apenas em momentos de comoção nacional, quando os mass media assim desejam e permitem. Independente da condição social, a violência se põe como problemática-chave que exige enfrentamento por parte não apenas de governos, mas da sociedade civil organizada.

 

Ainda é bem presente na memória todo o estardalhaço causado pela chacina na capital (noite de 4 para 5 deste mês), que teve divulgação íntegra -e muitas vezes exagerada - nas redes sociais. Ainda que a população dê evidência do envolvimento de traficantes e milícias no episódio, o Governo até agora se pronunciou descartando esta possibilidade.

 

Isto sem contar os inúmeros episódios por vezes cruéis e quase indescritíveis ocorridos até mesmo no interior do Estado: vidas que são tiradas como se não houvesse justiça, polícia ou qualquer instituição responsável, exceto o gosto de pessoas que se acham no direito de exercê-la.

Iniciativas como a do terço dos homens chamam a atenção para uma palavra que parece ser dita – ou mesmo gritada – ao vento na maioria das vezes: PAZ. Jesus, Filho de Deus que confiou a Pedro sua Igreja, e a todos os discípulos sua Palavra, é um exemplo de pacifista ativo, comprometido com os problemas do povo de seu tempo (e quantos problemas ainda persistem até hoje!), paz esta procurada a partir da comunhão com Deus Pai, pela oração feita e vivida no cotidiano.

 

Que mais grupos e pastorais tomem o compromisso de promover gestos como este, pela Paz no mundo. Mas principalmente, que cada cristão seja exemplo de compromisso com a justiça e amor que geram a paz, seja pelas palavras ou ações, nos diversos lugares que convive: casa, comunidade, trabalho, escolas e universidades, etc.

 

 

Paulo Correa

 

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