A Diocese de Castanhal em relação a CF 2015

09/01/2015

O que nossa igreja já tem feito para tornar concreta esta campanha - Por Erasmos de Abreu

 

A campanha da fraternidade é grande instrumento para desenvolver o espirito quaresmal de conversão, renovação interna e ação comunitária, como a verdadeira penitência que Deus quer de nós em preparação à páscoa.

 

Como se aproxima o tempo, gostaria de comparar a nossa Diocese com o que propõe a CNBB através do texto base disponibilizado para estudo já proposto no final de 2014.

 

A campanha da fraternidade (CF) aborda especialmente no tempo de quaresma a fraternidade, ou seja, quando deixamos a nossa condição cômoda de meros cristãos para nos tornar de fato evangelizadores, assumindo nossa condição de igreja e agentes dela na sociedade, aproveitando dos recursos que temos, do meio que estamos.

 

Os professores por exemplo, nos apróximos dias 15 e 16 de janeiro estarão reunidos para a preparação do que abordarão durante a CF e assim, marcaram presença de maneira fundamental na CF e na sociedade.

 

Não pode parar neles, eu como casado ou coordenador de grupo tenho o dever de abordar e trabalhar com o grupo o Tema do CF, “ Eu vim para servir”. (cf. Mc 10, 45)

Esta CF traz ainda, algo que a Diocese lançou mão desde cedo, o estudo do concílio Vaticano II, que teve como meta desde sua realização, cumprir a vontade do Pai. Cristo inaugurou na terra o Reino dos céus, revelou-nos seu mistério e por sua obediência realizou a redenção.

 

Transcorrendo a leitura na introdução do texto-base já percebemos o muito que a Diocese de Castanhal já vive e que suas preocupações não são diferentes da Igreja no Brasil e no mundo. Por exemplo, quando no ponto 7 do texto-base vemos o tema comunidade de comunidades, como não lembrar daquilo que já é praticado em paróquias da Diocese, em especial  Capanema, onde o Frei Rodrigo se empenha para transformar em núcleos de evangelização as pequenas comunidades.

 

Fica na minha cabeça as palavras do bispo dizendo que somos uma igreja “ em saída” e mais forte quando recordo as fundações ou inaugurações de casas e ambientes que atendem primeiramente os mais excluídos e esquecidos por todos praticamente; pela sociedade e pelos governantes, aqueles que o Estado não atende nem tem estrutura e nem mesmo capacidade  para tanto, faltando para este (o estado) o que a igreja tem como missão - “ Amor”.

 

O Papa Francisco tem um carinho “sobrenatural” para com as pessoas, para uma sociedade que desaprendeu a amar, e quando alguém ama como ele as pessoas se assustam, se admiram, parece coisa doutro mundo.

 

A capa do livro da CF está muito mais bonita este ano. Entretanto, não é isso que quero considerar, e sim a figura utilizada, a pessoa representada. O Papa Francisco não deu nada mais que amor a todos aqueles que passaram perto dele, ou estiveram com ele. Quando estive no Vaticano, não pude apertar suas mãos, mas senti seu olhar, e não só eu: todos que estavam ali. O seu amor é de serviço, que ensina que se não formos humildes a ponto de acolher, não estaremos prontos para amar.

 

Nós, como Igreja e como Diocese, ainda precisamos de muito, mas desde 2010, quando o bispo falou sobre eucaristia na sua carta pastoral e disse que a igreja tem de ser uma igreja em saída, que suas cartas, palavras e homilias nos trouxe a mensagem que não nos escondamos nas sacristias, vemos muitos fiéis dando passos concretos no caminho então proposto pela CF deste ano.

 

Elencar as atividades de missão da Diocese não fica difícil depois da assembleia que aconteceu recentemente, onde os próprios diocesanos que participaram falavam com orgulho, dando como modelo o bispo missionário que temos. O que falta? Disseram alguns dos participantes -  falta mais leigos, as pastorais, os padres e todos seguirem os passos de nosso pastores, e de Jesus, amor maior.

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