FORMAÇÃO - Família, berço da iniciação à vida cristã

14/11/2017

A Catequese familiar como prioridade em nossa missão catequizadora

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Olá amigos da Diocese de Castanhal, daqui do site e todos aqueles que têm acompanhado nossas atualizações com muita dedicação. Esta semana, de 13 a 17 de novembro, estamos realizando um conjunto de ensinamentos realizados por Dom Carlos acerca da "Família como berço da iniciação cristã."

Os textos estão chegando em seu email todos os dias, se você já é cadastrado em nosso site, caso ainda não seja, estará sempre disponível diariamente aqui na página.

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O Documento de Aparecida recomenda:

A catequese não deve ser só ocasional, reduzida a momentos prévios aos sacramentos ou a iniciação cristã, mas sim “itinerário catequético permanente”. Por isso, compete a cada Igreja particular, com a ajuda das Conferências Episcopais, estabelecer um processo catequético orgânico e progressivo que se estenda por toda a vida, desde a infância até a terceira idade, levando em consideração que o Diretó- rio Geral de Catequese considera a catequese com adultos como a forma fundamental da educação na fé (DA, 298). E de maneira ainda mais explícita diz: A “Catequese familiar”, implementada de diversas maneiras, tem-se revelado como ajuda proveitosa à unidade das famílias, oferecendo, além disso, possibilidade eficiente de formar os pais de família, os jovens e as crian- ças, para que sejam testemunhas firmes da fé em suas respectivas comunidades (DA, 303).

 

Em sintonia com a proposta do Documento de Aparecida (n. 302),

reconhecemos que a família,

como patrimônio da humanidade,

é um tesouro valioso,

pois é lugar

e escola de comunhão,

fonte de valores

humanos e cívicos

onde a vida nasce e é acolhida generosa e responsavelmente. Para que de fato isso aconteça, a família precisa de catequese sem a qual não poderá assumir seu papel de educadora da fé. Nesta perspectiva, destacamos a importância da Pastoral Familiar como espaço de formação e meio pelo qual se oferecem materiais catequéticos e momentos celebrativos que ajudam a família a tornar-se uma escola de fé. Assim, a forma- ção recebida ajudará os pais a serem os primeiros catequistas de seus filhos, cumprindo sua missão educativa e inserindo-os no caminho da iniciação cristã.

 

Desta forma, a família se reconhece como pequena Igreja que, juntamente com a paróquia, torna-se lugar para a iniciação cristã, oferecendo aos filhos um sentido cristão de existência e acompanhando-os na elaboração de seu projeto de vida, como discípulos missionários. Em coerência com este entendimento é possível reconhecer que a “catequese familiar”, realizada de diversas maneiras, torna-se uma ajuda eficiente à unidade das famílias e uma possibilidade efetiva para a formação dos pais de família, dos jovens e das crianças, para que sejam testemunhas firmes da fé em suas respectivas comunidades (cf. DA, 303).

 

No Diretório Nacional de Catequese (DNC), encontramos as preocupações da Igreja do Brasil com a família ao nos alertar para o fato de que: A consciência da missão dos pais e da comunidade e’ ainda muito restrita, apesar de certo esforço para uma visão mais ampla da catequese nas primeiras idades. A missão principal dos pais e da comunidade eclesial é criar ambiente e dar apoio para que eles caminhem para a maturidade da fé (cf. CR, 131).

 

Não se pode imaginar uma catequese com jovens, adolescentes e crianças sem um trabalho específico com os pais. A catequese familiar é de certo modo insubstituível, antes de tudo, pelo ambiente positivo e acolhedor, persuasivo pelo exemplo dos adultos e pela primeira explícita sensibiliza- ção e prática da fé (DNC, 188). Estas afirmações do Magistério da Igreja devem nos levar, com urgência, a considerarmos a Catequese familiar como prioridade em nossa missão catequizadora.

 

Dom Carlos Verzeletti

Bispo da Diocese de Castanhal

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