Mirante em Viseu no Pará recebe o nome de Dom Carlos Verzeletti

“Não construímos o Reino de Deus só quando estamos na Igreja mas, também ,quando fazemos política, administrando o Bem Comum”

( D. Carlos Verzeletti)​ 

 

  

“Mira o céu azul, espaço aberto pra te acolher ”, diz o poeta mineiro, Zé Martins e acrescentaríamos : mira tantos olhares do Povo Viseuense para te agradecer .

Manhã de novembro, quinta dia 16. Estamos em Viseu, nordeste do Pará, Diocese de Bragança, terras beira-alta o significado desse nome, que descobertas às margem do Rio Gurupi, por volta do séc. XVI, foram habitadas por Tupinambás e Tremembés, posteriormente, caminho de povos na busca do ouro e hoje é uma pacata Terra de irmãos pescadores, agricultores, artesãos e poetas.

 

Nesses limites de mata cortados pelo rio-mar, viveu Pe. Carlos, um jovem sacerdote, homem de Fé e obras , entre elas, Igrejas, Hospital Das Bem-Aventuranças e o Cenóbio HOREB, lugares que marcaram a sua trajetória frente à Paróquia N. Senhora de Nazaré por quase 14 anos e que, hoje, entre os atentos olhares do passado e o reconhecimento do presente recebe um espaço público com o seu nome – MIRANTE DOM CARLOS VERZELETTI.

O projeto surge da iniciativa de Izaias Neto, um jovem que, nas lembranças, naqueles anos, década de 1980, ainda menino, brincava bola pelas redondezas da Igreja Matriz e hoje é o Prefeito Municipal de Viseu.

 

Nos perguntaríamos agora: Como se sente um Ser Humano com esse tipo de homenagens ? o que se passa no seu coração, na sua mente?

Uma resposta vem das próprias palavras de D. Carlos Verzeletti, Bispo de Castanhal, quando, nesta manhã, entre abraços e beijos de tantos rostos emocionados, num ambiente festivo, embalado pela música de Roberto Carlos: “você meu amigo de fé, meu irmão camarada”, música tocada pela Banda Municipal, foi recebido em Viseu por gente que ele cuidou por tantos anos, com as mãos de lavrador, as vezes de operário, de pintor artista , de artesão e, principalmente, de sacerdote: Padre (Pai) que coloca o Pão sobre a Mesa da Eucaristia. Diz D. Carlos: “... o meu abraço caloroso e apertado a cada um de vocês que vieram para esse momento de festa... é de muita alegria poder encontrar o rosto amigo e familiar de cada um, rostos que me trazem mil lembranças...estive com vocês e tudo aquilo que fiz procurei fazer de coração, como quem faz para o Senhor e não para os homens... mas tenho certeza que qualquer trabalho ou serviço que fazemos , tanto na vida eclesial, política, profissional ou familiar como se fizéssemos para o Senhor, teríamos mais justiça, mais respeito pelo outro e pela vida, mais participação e responsabilidade na construção da civilização... e na homília, continuou: “ eu aqui senti a presença de Deus e não poderia esquecer esta terra, este povo, cada um de vocês, esta comunidade tão marcante para a minha vida...

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