X CONGRESSO DOS CATEQUISTAS

30/08/2018

 

Agosto, sagrado mês das vocações, Catedral de Castanhal, domingo, 26, reunião de vocacionados que fazem ecoar a Boa Notícia do Reino.
Essas vozes proféticas, 2.500 , rezaram e num clima de alegria, começavam um longo e abençoado dia, dia esse que a Igreja dedica aos que proclamam e anunciam Jesus Cristo: o Catequista.
Ainda cedo da manhã, na praça do Cristo Redentor, em Castanhal, ponto de concentração, esses missionários, usando camisas a rigor do evento, coloridas, formavam belo retrato. Em grupos, chegavam e se agregavam, vindos desde as áreas da costa atlântica, dos rios que margeiam, até o coração da Diocese.
Victor Paiva, OFS, secretário pastoral dos movimentos eclesiais, depois de acolher a todos, motivava para a caminhada até a Catedral e, em meio a cantos e orações, rememorava os temas dos congressos anteriores. Afinal esta, que é uma caminhada para a comunhão, já acontece desde 2011 e que, todos os anos, é data agendada, aguardada, e esperada pela Igreja de Castanhal.
Ao canto de: “Pelo Batismo, Filhos, Sacerdotes, Profetas e Reis”, animação criada pelos irmãos de Igarapé-Açu, os caminheiros foram conduzidos à casa- mãe, a Catedral Santa Maria Mãe de Deus, onde o Bispo Dom Carlos, naquele jeito de pai, acolheu- os e, com singelas palavras de gratidão, pelo testemunho, pelo serviço que desempenham nas comunidades e grupos das Paróquias, enalteceu a todos os catequistas; com emoção lembrou os catequistas falecidos e aqueles que não puderam estar presentes.
Na Santa Missa, o Bispo falou que Jesus fez o convite e que todos estavam ali por causa Dele, pela sua Palavra, Palavra que as vezes parece dura, difícil para ser praticada e exigente demais, mas é essa Palavra que nos encanta, que nos atrai. Como no Evangelho, onde a narrativa diz que Jesus escuta as reclamações, os murmúrios dos discípulos, quando não entendem e chegam até a abandona-Lo, também, os catequistas tantas vezes vivem na caminhada essas experiências, esses momentos críticos, mas é o amor ao serviço, à missão que os fazem superar; mesmo nas crises, não deve-se adocicar a Palavra, de tentar explicá-la para tentar convencer, porque a Palavra de Jesus é dura, é exigente. Jesus não nos pede pouco, Ele nos pede tudo, para poder segui-Lo.
Um bonito momento, também, foi a entrada solene no ofertório: banners e catequistas,usando camisas dos congressos anteriores, refizeram a história dos congressos, tudo a significar pés firmes na missão de batizados, sendo cristãos testemunhas , sal da terra e luz do mundo.
Dom Carlos Verzeletti, na segunda parte da manhã, falando aos catequistas do significado de FILHOS, iniciou: “ Filho da minha família e da minha terra, filho de Deus ,filho do Céu. Pelo Batismo me tornei cristão, filho de Deus, recebi de presente a Fé. Ao questionamento feito por ele: o que eu fiz deste dom do Senhor? o que estamos fazendo com o dom do Batismo? refletia: às vezes esquecemos que o Batismo é presença viva, que marca o nosso dia a dia, que dá sentido à vida ,porque não sou só filho desta terra, sou filho do Céu; recebi a Fé. Nunca apreciamos bastante o dom que o Espírito nos faz com o santo Batismo. Comece o dia dizendo: “sou filho de Deus, Deus está em mim” e você verá que a sua jornada será diferente, e a vida vai mudando e mostrando essa presença divina. Vivemos o Batismo quando vivemos como Filhos de Deus que confiam, que fazem a vontade e se alegram com o Pai. Jesus nos ensina: “minha alegria é fazer a vontade do Pai”. Dom Carlos concluía: Catequistas, animem seus catequizandos a descobrir esse presente de “ filho”: filho da minha família, da minha terra, filho de Deus, filho do Céu e da Mãe Igreja”.
Na continuidade do encontro, Massimo Boni, coordenador da Comunidade Terapeutica, Casa da Ressurreição e Ssma. Trindade, falou sobre o significado da palavra REIS, dentro do tema proposto. Ele fez sua apresentação inicial: “compartilhar a vida com os últimos, e os últimos que Deus escolheu para mim foram os dependentes químicos, pessoas que usavam drogas. Eu não gostava de drogados mas Deus disse: Você vai cuidar deles ,e isso me levou a uma mudança de vida”. Continuando, fez referência ao CIC (Catecismo da Igreja Católica) nº 786, que diz: “ Cristo Senhor e Rei do Universo, se fez servidor de todos os homens, não veio para ser servido, mas para servir e para dar sua vida em resgate por muitos. ( Mt 20,28) . Para o cristão reinar é servir”, e sustentou que a função real nossa de batizados é como a de Cristo, ela está no serviço. A realeza de Jesus se manifesta soberana no compromisso de salvação, de doação de si pelo bem do homem, então, a realeza de qualquer batizado terá que se deixar manifestar pela ação do Espírito Santo.

Marini Fernandes, tradutora da língua italiana na Escola das Artes São Lucas, falou sobre a palavra SACERDOTES e, inicialmente, disse da emoção de ver uma magnifica assembleia de catequistas. Relatou documentos, fatos, memórias e, sintetizando o tema em uma leitura dirigida, com a participação dos catequistas, salientou: o cristão constrói o mundo pelo trabalho e assim coloca na obra de Deus a sua assinatura, torna-se co-criador com Deus. O leigo tem como vocação própria procurar o Reino de Deus, exercendo funções no mundo, seguindo o plano e a vontade de Deus. Para o cristão, comungar o Cristo tem o sentido de comungar a vida com a Dele e viver por Ele e Nele.
O casal, Diácono Antonio Gomes e Luiza da Paróquia de Primavera, conferenciaram sobre o ser “PROFETAS” e, iniciando, remeteram ao sentido etmológico da palavra na origem grega: discursar, na latina: porta-voz, interprete do que vai acontecer e na hebraica: proferir, gritar. Fundamentados nos escritos de Maria Campatelli sobre o Batismo, eles fizeram referência aos estudos da semana da Lectio Divina e partilharam, numa dinâmica com representantes das foranias, o ser PROFETA, o anunciador, aquele que rega a Palavra e que faz a vida brotar. Assim, foi mostrado um vaso com uma flor que regada, abriu-se à vida, aparecendo um simbólico ser humano com a frase: Pelo Batismo nos tornamos Profetas.

A adoração do Ssmº Sacramento marcou o final do dia do X Congresso. Silêncio, joelhos dobrados, recolhimento, atitude do reconhecimento de criatura diante do Criador. O celebrante, o Bispo, conduziu os catequistas a um envolvimento com o Amor do Senhor, pedindo as graças para que todos continuassem a anunciar a Palavra aos mais pobres, abandonados, sofredores. Os sinos da Catedral tocavam e ao canto: “Jesus LUZ do mundo! nós te adoramos, ò Cristo”, num clima de Céu, anunciavam um envio missionário.  

 

Velas acesas eram entregues aos catequistas que as recebiam e se agrupavam, compartilhando da alegria e do fortalecimento na comunhão de Filhos, Sacerdotes, Profetas, Reis e Rainhas, na sua vivência batismal.
O evento foi realizado pela coordenação diocesana da catequese: Ir. Iveth Amorim e os colaboradores:Victor Paiva(Castanhal), Izabel Costa (Igarapé-Açu e Conceição Ribeiro (São Francisco do Parà). Vânia Sagresti/PASCOM DIOCESANA 

 

 

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