Catedral em festa encerra a XX Romaria de Castanhal

 

A Romaria, em sua vigésima edição, em suas centenas de visitas da imagem, nos três meses de programação envolvendo toda Castanhal, terminou neste domingo, dia 28, com missa solene na Catedral.

Podemos dizer que, na verdade, toda a Romaria é uma grande Ação de Graças: na Ação de tantas mãos que se abrem, que se dão; de pés que se põem à caminho. Nas Graças que se quer alcançar ou agradecer, na graça que é servir.

De celebração em celebração, o povo celebra a ação do Espírito Santo que age em suas vidas. Celebra a ação de Maria, a ação simples e tão importante, dizer “sim!”. Celebra um Jesus que, desde a gestação, já põe sua mãe na estrada.

Com eles, naquele domingo, 21 de outubro, centenas de milhares de pessoas também se puseram na estrada.

Talvez, diante de tantos aspectos bonitos dessa grande festa, passe despercebido por muitos o profundo sentido do caminho que se percorre: da Paróquia de São José, até a Catedral Santa Maria Mãe de Deus e, depois, até o Santuário no Apeú.

José, Maria e Santa Ana, uma família reunida em torno de Jesus. E com eles estamos reunidos. Com eles percorremos a vida dessa família e esta família entra mais um pouco em nossa vida.

Este ano com o tema “Senhora de Nazaré, ajuda-nos a viver nosso batismo”, a Romaria quis lembrar a cada um de nós o nosso batismo, que é sacramento, dom gratuito do amor de Deus por nós. O batismo também é uma celebração da família, é bom lembrar.

Naqueles pequenos encontros da peregrinação da imagem, nos grandes encontros das celebrações, da caminhada até Apeú, nos colocamos lado a lado, na grande família cristã batizada, na grande família humana de um Deus que é Pai Nosso, na gratuidade de um amor infinito de Jesus que se faz humano e irmão.

Viver nosso batismo é recordar esse amor, esse dom, se colocar a caminho, se entender como família, onde há encontros e desencontros, mas onde o amor não deve passar. A água do batismo vem da fonte do lado de quem deu a vida por amor. Vem de tantos outros lugares. De tantas outras mãos, a do padre e a dos irmãos.

Que sejam essas algumas das memórias da Romaria: batismo e água, família. Como naquele canto, possamos repetir diante de um mundo tão sedento e desnorteado: “de água boa jorrar pra nossa sede estancar”. A Romaria 2018 encerrou, mas essa fonte não seca.

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