Irmã Graça, a cidade de Castanhal tem sua marca indelével estampada no rosto e na alma daqueles que receberam seus cuidados.

14/11/2018

 

 

Meu caro Mons. Gabriel,

Caríssimas Irmãs do Preciosíssimo Sangue,

Irmãos e irmãs todos, presentes nesta missa de despedida da Irmã Graça.

Nesta hora gostaria tanto estar com vocês mostrando-vos minha proximidade solidária, chorando e alegrando-me com vocês pela partida ao céu da nossa querida e amada Irmã Graça.

 

Ela que se entregou por inteiro ao Senhor Jesus consagrando-lhe sua vida nas pegadas do carisma do Preciosíssimo Sangue, depois de uma longa vida de abnegação, de sacrifício, de doação pelo Reino, nestes últimos tempos, foi ao encontro do seu Amado Esposo, subiu decididamente o caminho do Calvário e, agarrada na cruz, bebeu o cálice do sofrimento e da dor para unir-se mais intimamente a Jesus na sua morte e na sua ressurreição.

 

A fé que a iluminou e sustentou na sua longa existência, brilhou e resplandeceu com mais intensa luminosidade nestes últimos dias.

 

Toda sua intrépida e incansável ação a serviço das irmãs da sua Congregação, do Colégio São José, dos alunos e dos pais e dos pobres, teve sempre sua força propulsora numa vida intensa de oração.  E foi com a oração que enfrentou e se preparou para a última viagem. Nós somos testemunhas de como ansiava pelo Senhor e como até o final seu coração estava voltado para Deus. Viveu rezando e rezando foi ao encontro do Pai, que agora, com seu abraço a envolve e a cobre com seu doce e eterno amor.

 

A Irmã Graça, nesta hora, por estar na plena comunhão com Deus, tudo pode, pode agora muito mais do que antes. E enquanto nós rezamos por ela, ela reza por nós todos, especialmente pelas suas irmãs preciosinas, e por cada pessoa que encontrou na sua caminhada, uma multidão de gente, de quem lembrava o nome e a história da família. Gerações inteiras que ela acolheu, educou e acompanhou desde a infância até a maturidade.

 

Irmã Graça: uma irmã pequenina, um grão de mostarda, a menor de todas as sementes que revelou-se uma grande mulher, uma mulher firme, decidida, intrépida, corajosa, que diante dos obstáculos não desistia na sua luta para o bem dos irmãos. Semeou com largueza. Por isso fecunda foi sua vida, e extraordinária a sua colheita. 

 

A cidade de Castanhal tem sua marca indelével estampada no rosto e na alma daqueles que receberam seus cuidados, seus conselhos, sua atenção e eu carinho. Espero que nossa cidade de Castanhal que lhe deve imensa gratidão, saiba manter viva no povo a sua rica memória. O exemplo dela estimule todos nós a não procurar nosso interesse pessoal, mas a trabalhar pelo bem de todos, sobretudo dos pequeninos e dos últimos.

 

Consciente do carinho que tinha para comigo e com a nossa Diocese de Castanhal e de como diariamente acompanhava com sua oração a mim, aos padres e a todo o nosso povo de Deus, peço-lhe que interceda por nós todos que estamos ainda na travessia da vida, para que, quando chegar nossa hora, o Senhor nos encontre preparados e fiéis como encontrou ela na sua Páscoa de luz e vida plena.

 

O Senhor enxugue nossas lágrimas e do nosso coração suba a Ele nossa imensa gratidão por tudo que Ele fez entre nós através da Irma Graça. Amém.

 

 

 

 

+Dom Carlos Verzeletti

 

Itaici, 14 de novembro de 2018

4a Semana Brasileira de Catequese

 

 

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