Clero da Diocese de Castanhal em retiro espiritual

 

 

 

É necessário fazer uma pausa e se retirar da rotina para avaliar a caminhada e recuperar as forças para então voltar a caminhar. Por isso, periodicamente, os padres da Diocese de Castanhal são chamados ao deserto, onde o Senhor mesmo lhes fala ao coração (cf. Os 2,14). E como a quaresma é tempo propício para estas experiências, durante uma semana (18 a 22 de março), compartilham da experiência de Jesus, de serem conduzidos pelo Espírito pra orar no deserto (cf. Mc 1,12).

   Neste ano o pregador do retiro é Dom Leomar Brustolin, bispo auxiliar de Porto Alegre, gaúcho, nascido em Caxias do Sul, doutor em Teologia Sistemática. O jovem bispo, de apenas 52 anos, coordenou e lecionou nos cursos de pós-graduação em Ensino Religioso e Teologia Pastoral na Universidade de Caxias do Sul e desde 2005 é professor na Faculdade de Teologia da PUCRS, onde coordena o Programa de Pós-graduação em Teologia. Tem alguns livros publicados na área da Escatologia, Mariologia, Catequese e Pastoral.

                O retiro acontece no cenóbio e conta com a participação de Dom Carlos Verzeletti e todo o clero da diocese: padres diocesanos, religiosos e fidei donum. O tema proposto é a iniciação à vida Cristã, como o ponto de referência para refletir sobre a mudança dos nossos tempos e a dificuldade de transmitir a fé. Segundo Dom Leomar, o tema proposto “é uma tentativa de recuperar e fortalecer o que já existe no coração do padre, que é a experiência de Deus, para que ele possa continuar sendo um sinal de Deus numa sociedade de contrastes”.

                O presbítero deve ser um homem de profunda experiência de Jesus Cristo; isto está diretamente ligado com a sua capacidade de testemunhar e atrair outros para o caminho de Jesus, para tanto é fundamental para o desenvolvimento da evangelização e da missão, além de estudar, a nível teórico, os temas propostos para a ação pastoral para cada ano, rezar e, sob a condução do Espírito, compreender como atinge cada um, a começar pelos padres, o que se realiza no retiro, e discernir qual a forma mais eficaz para se aplicar na vida da paróquia o que o Espírito inspira.

                Retirar-se é dedicar um tempo a mais para se preparar melhor para o serviço, que é a marca mais forte da vocação do ministério presbiteral, por isso é tempo de “pensar mais, rezar muito mais e deixar Deus nos surpreender. Por isso, quando um padre deixa sua comunidade para fazer um retiro, na verdade ele está se preparando para melhor servir o seu povo”, confirmou Dom Brustolin.

                Neste tempo quaresmal é aconselhado a todos os Cristãos a experiência de um retiro, considerando cada um suas possibilidades no seu estado de vida, tomando em conta a própria experiência de Jesus. Aproveitando este momento de oração intensa e profunda, o convite é também rezar pelos que são responsáveis por servir à comunidade no belo e desafiador ministério do sacerdote: pela sua fidelidade e santificação.

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