Cristo vive e te quer vivo

02/08/2019

“Queridos jovens, não permitais que usem da  vossa juventude para promover uma vida   superficial, que confunde beleza com aparência”. (CV 183)

     

Costa paraense do Atlântico Sul, das  praias brancas de areias finas , que se formam além enseadas; céu, mar aberto, verde de tantos tons, onde o vento norte e o  sol poente leva o dia e traz a noite; dessas terras Salinas, com certo fluxo, também, do grande Amazonas, que margeia a orla mar  da Diocese de Castanhal; dos habitantes Caetés, nativos que receberam o sinal da Fé em Cristo pelos Jesuítas, nos idos dos anos 1650, está a  Ilha Atalaia, onde é plantado o Cocal do Atalaia. O ponto mais alto das falésias dessa Ilha, onde outrora, um farol sinalizava as embarcações em alto mar, hoje , num grande projeto de  evangelização, idealizado por Dom Carlos Verzeletti, Bispo de Castanhal, sinaliza o acampamento de milhares de jovens na chamada Caminhada da Juventude.

 

Na tarde de quinta-feira 25, sob forte chuva, os jovens  fizeram, a pé, a rota: trevo de Salinas-Praia do Atalaia, até o já  reconhecido Cocal . À frente, estava Dom Carlos que, a passos largos e descalço,  conduzia a grande multidão. Ali, depois de breve celebração inicial à luz de velas, com dinâmicas e cenas com jovens, que contextualizavam  realidades da juventude atual e a proposta de Cristo, o Jovem de Nazaré, Dom Carlos Verzeletti saudou e animou os presentes, acompanhado de Dom Amilton Manoel da Silva, a quem apresentou  como assessor e conferencista da caminhada 2019. Disse que na comunicação do silêncio, da escuta , mesmo que a gente não fale, Jesus escuta nossos sentimentos, emoções, pensamentos, desejos, enfim, tudo que está dentro de nós.

  

Dom Amilton Manoel que é   bispo auxiliar de Curitiba e membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, da CNBB, apresentou o tema em foco:  “ Jovem, Cristo vive e quer-te vivo”, da Exortação Apostólica Pós-Sinodal para a  Juventude, do Papa Francisco, que transmite o Cristo Vivo e Ressuscitado, que permanece conosco e nos convida diariamente a recomeçar. A juventude da Igreja de Castanhal, tinha-se previamente preparado para esse tema com roteiros de encontros, parte do plano de catequese, que lhes  proporcionou um conhecimento daquilo que seria conferenciado.

 

Dom Amilton pontuou, ainda, o compromisso que se assume quando se tem uma religião, do ser Jovem -  o Agora de Deus. Abordou aspectos relacionados à espiritualidade, do chamado de Deus à santidade e citou a vida dos santos como Santa Maria Goretti, a virgem mártir.  Finalizou que levava a bela experiência de “partilha dos jovens com a Igreja e da Igreja com os jovens”.

 

Toda a programação incluiu catequeses, celebrações  penitenciais e litúrgicas, e a adoração ao Ssmº Sacramento que, exposto todo o tempo,  ficou sob a tenda, denominada Presença, onde todos os jovens tiveram seu momento particular.

 

 No sábado, em procissão, da Tenda da Presença chegaram até o Promontório da Ilha e, ali, assentados na relva, os milhares de jovens puderam sentir e escutar a voz do silêncio,  lançar olhares no horizonte além-mar e admirar as maravilhas do Criador, a ternura de Deus que se manifesta, que ilumina e faz aproximar a Igreja, Povo de Deus em marcha. Os jovens eram conduzidos pelas palavras de Dom Carlos, um homem que  catequiza e evangeliza, e convidava para olhar Jesus, o rosto do Pai, e perceber o quanto Ele ama cada um.

 

A noite cultural do sábado foi realizada com várias atrações da música católica, pelas bandas Paz Inquieta, vencedora do Hino da XIII CJ , Ave-Maria e Vox  Dei. Das paróquias, a juventude mostrou talentos na música, no teatro e na dança com ênfase no Sínodo para a Amazônia, que acontecerá em outubro de 2019.

 

No domingo, Dom Carlos celebrou a Santa Missa. Na entrada  eram levados ícones de Santos Jovens, referenciados na Christus Vivit, entre eles: São Sebastião ( séc. III) ,São Francisco de Assis( séc. XIII), Santa Joana d'Arc (séc. XV), Santa Tereza do Menino Jesus (séc. XIX) e  São Domingos Sávio(séc. XIX). 

 

Nos instantes finais, Dom Carlos disse aos jovens: “ ...  temos que encontrar um lugar para rezar. Contemplamos Jesus que reza ....os Apóstolos,  quando olhavam para Jesus que rezava, ficavam encantados, pois Ele se retirava, ainda cedo, escuro. Também, nós, devemos viver essa experiência e de querer ser  COMO JESUS”.     

          

Vânia Sagresti/Pascom Diocese de Castanhal

 

 

 

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