Paróquias de Castanhal se mobilizam contra as queimadas

28/08/2019

Já se passaram alguns dias mas ainda estamos em "tema" sobre a Amazônia, e por isso mesmo, não é tarde para noticiar um importante evento realizado pela Diocese de Castanhal, no sábado passado na praça da matriz de São José, em Castanhal. Uma grande mobilização com a finalidade de conscientizar e despertar para a importância da Amazônia, os cidadãos castanhalenses. Despertar para o que está acontecendo na maior floresta tropical do mundo, as queimadas, e se pode dizer que por onde já passou o fogo, restou só a total destruição, visto que depois dele, o fogo, vêm os pastos ou a monocultura de algumas espécies como o côco ou dendê, estas que nos são tão comuns e presentes tanto no nosso, quanto nos municípios vizinhos.

 

 

Para se ter uma ideia mais clara do que estamos dizendo, levemos em conta Castanhal, que é um município localizado dentro da Amazônia legal, e em nossa região o que pouco se percebe é a presença de florestas ainda intocadas, se não, grandes pastagens ou o cultivo de uma das duas espécies acima citadas.

 

Para resumo da ópera, já faz muito tempo que estamos perdendo a amazônia, e faz muito tempo também que a Igreja vem alertando para isto, e para uma memória mais recente vale lembrar a campanha da fraternidade de 2007 sobre a Amazônia, mas podemos levar em consideração também a campanha da fraternidade sobre a vida do planeta de 2011, ou mesmo sobre a água ainda em 2004. E não pára por aí, o documento de Aparecida realizado no ano de 2007, com a presença do Papa Bento XVI, também cita com preocupação a Amazônia, e caso queiramos ir mais a fundo vale citar o Papa Paulo VI que diz “Cristo aponta para a Amazônia.”  Ou ainda em 1952, antes da criação da Amazônia legal, o primeiro encontro inter-regional de bispos da amazônia em Manaus, quando disseram em documento, “Se o governo vai tentar o soerguimento econômico destas regiões, é urgente que um largo surto espiritual se antecipe aos progressos materiais, e os acompanhe, e os envolva, dando-lhes rumo seguro e feliz”. 

 

O que se descreve aqui acima serve para apresentar àqueles que usam do argumento dessa mobilização atual da Igreja, para dizer que é por conta do governo vigente, mas os dados apresentados revelam uma igreja atenta ao seu povo, ao seu habitat, e as suas vidas de comunhão. E embora o encontro de sábado tenha sido uma tímida manifestação, é sinal de uma Igreja viva e atuante e que não fecha os olhos aos problemas.

 

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