Encerrada a 4ª Assembleia Diocesana

 A Diocese de Castanhal realizou um de seus mais importantes eventos, importante porque tem o compromisso de pensar, avaliar e programar o projeto de ação pastoral para os próximos 4 anos.

 

A Assembleia Diocesana começou no dia 20 de novembro e concluiu no sábado, dia 23. Participaram do evento padres da Diocese, religiosos e religiosas, diáconos e leigos representantes de pastorais, de comissões paroquiais, movimento e associações católicas de toda a diocese. Os participantes se reúnem em pequenos círculos para planejarem e pensarem saídas importantes para os desafios da Igreja no solo amazônico, nossa realidade, a partir das demandas vindas das várias realidades da diocese.

 

O povo respondeu bem: dos 200 que já estavam inscritos, compareceram cerca de 250 pessoas. Muito importante para o bom êxito deste evento, é a presença das paróquias, pois são elas os braços da Diocese e que chegam até as pequenas comunidades, que também dependem dos resultados da Assembleia.

 

Dom Carlos Verzeletti agradeceu e parabenizou aos que já estavam presentes logo no primeiro dia, apesar da ausência de alguns padres e outros membros, ressaltando que não se pode ter nada mais importante que a Assembleia, que é expressão da comunhão eclesial diocesana; na mesma oportunidade falou de sua experiência no Sínodo para a Amazônia, encontro do qual participou no mês de outubro no Vaticano.

 

O Secretário de pastoral, Victor Paiva OFS, também na abertura, incentivou a humildade e a disposição em abrir mão de uma colocação, caso ela não fosse acolhida pelos membros, pediu ainda que não se formassem grupinhos paralelos àqueles delegados pelo próprio encontro.

 

Na manhã de quinta-feira (21), o Prof.º Dr. Mário Tito Almeida, expôs para os participantes a atual realidade da Amazônia, contextualizada numa visão global. A análise de conjuntura é de fundamental importância para estimular nos membros da Assembleia à sensibilidade Pastoral e as projeções da atividade evangelizadora-missionária dos próximos anos. Logo em seguida, Dom Carlos aprofundou sua partilha de experiência do Sínodo para a Amazônia, apresentando os principais pontos do documento final, acolhendo os apelos do povo amazônico, em especial neste nosso pedaço da Amazônia. Pela noite, Irmã Valéria, preciosina, e Diácono Carlos Ney, apresentaram o instrumento de trabalho que foi usado pelos grupos nos trabalhos.

 

A sexta-feira (22), foi o dia das discussões: durante a manhã inteira os pequenos círculos apresentaram propostas iluminadas pelas Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2019-2023, compreendendo a Igreja como uma casa, edificada sobre quatro pilares: Palavra, Pão, Caridade e Ação Missionária; e a tarde, em plenária, a apresentação da síntese de cada um dos dez grupos, depois resumido num único documento, que foi discutido, revisado, realmente “destrinchado”, para então ser votado e apresentado como documento final da Assembleia.

 

A Assembleia é um instrumento de escuta e também de organização, expressão viva do desejo de sinodalidade da Igreja e da comunhão que começa na mesa Eucarística e se estende pela vida pastoral das paróquias e das comunidades.  Atendendo ao convite do Papa de sermos ousados e criativos nesta tarefa de repensar os objetivos, as estruturas, o estilo e os métodos evangelizadores, e de não caminhar sozinho, mas ter sempre em conta os irmãos e, de modo especial, a guia dos Bispos, num discernimento pastoral sábio e realista (Evagelii Gaudium 33) tomando em conta o sinal dos tempos e a inspiração do Espírito Santo.

 

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