Pequenas Comunidades, sem esquecer o Senhor da vinha

As Pequenas Comunidades são uma realidade na Diocese de Castanhal, trabalho que Dom Carlos confiou às paróquias e aos leigos de modo geral, contando com o apoio da Escola de Evangelização, assim garante o bom desempenho dos pequenos núcleos de cristãos que se reúnem para rezar e partilhar a vida em torno da Palavra. O Congresso é ainda uma forma de medir a temperatura do ardor missionário e talvez por isso, se perceba que este ano tivemos uma pequena queda no número de participantes, e é para constatações como esta que o evento se faz necessário anualmente, mesmo assim, cerca de três mil pessoas compareceram ao Rancho do Lago para o grande e bonito evento.

O desenrolar da programação contou com a presença de pessoas importantes e inseridas nas realidades das Pequenas Comunidades, assim para destacar a presença de Dom Carlos falando dos missionários no chão da Amazônia, e padre Ricardo Aleixo, quem abordou o tema sobre pequenas comunidades.

 

Dentro da programação, o ponto alto é a celebração eucarística, programação esta que foi enriquecida com apresentações, tais como a das crianças da paróquia de Santa Maria, Escola das Artes São Lucas com a peça Vozes da Criação, sob a regência do padre Marco Murelli, seguida do envio e encerramento feitos por Dom Carlos.

 

O Congresso das Pequenas Comunidades foi organizado pela Escola de Evangelização e a Pastoral Familiar Diocesana, contando ainda com outras pessoas, como as Equipes de Nossa Senhora que cuidaram dos caixas, e voluntários que se integraram para a montagem, programação, divulgação, música, entre outros.

 

- Eu vejo como mais um grande encontro, por isso agradeço a “quem deu o sangue”. Por trás deste evento existe uma grande preparação e glorifico a Deus, pois não temos nada materialmente em troca, nem para dar, nem para receber, é o Espírito Santo de Deus que nos fortalece - disse Deleon Santos, coordenador da Escola de Evangelização e responsável do evento.

 

Antes do final, Dom Carlos reforçou alguns refrões que a Diocese de Castanhal como um todo não pode esquecer, o mais forte deles é que, “trabalhamos pela vinha do Senhor, sem esquecer o Senhor da vinha”. Ensinem os filhos a rezar, ensinem os netos a rezar. O encontro da semana não substitui o dia do Senhor que é o Domingo, sem esquecer os que sofrem, os doentes, nem os machucados. O Bispo destacou ainda que falta a prática do bem, narrando a experiência vivida recentemente na visita pastoral, em que uma senhora lamentou de ter perdido em um assalto um ente seu querido, e que no período nenhum irmão católico foi lhe visitar, senão os de outras igrejas, e que segundo ela, se não fosse pela fé na verdadeira Igreja de Deus, pela acolhida que lhes ofereceram teria deixado.

 

Ao final, Dom Carlos com todo o povo estendendo as mãos em direção ao hospital que fica logo ao lado fizeram a seguinte oração:

Pelos nossos governantes para que não demorem, façam tudo para salvar vidas, o quanto antes, que este hospital comece a funcionar. Pelo bem, pela vida, pela saúde, do povo do nordeste paraense, abençoa este hospital e todos que irão nele trabalhar, que seja lugar de vida e de salvação de tantas vidas. Amém.

 

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